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Forbes Agro100 2023: O ano das maiores empresas do agronegócio brasileiro

Forbes Agro100 2023: O ano das maiores empresas do agronegócio brasileiro

09/02/2024

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Forbes Agro100 2023: O ano das maiores empresas do agronegócio brasileiro

O Forbes Agro100 2023 mostrou o desempenho das empresas do setor no ano anterior. Em dezembro, os executivos dessas empresas se reuniram em São Paulo, no hotel Rosewood Matarazzo Ballroon. Era a hora de comemorar um ano de grandes desafios. Isso porque o ano de 2022 não foi dos melhores para a economia brasileira. Porém, cabe aqui uma vírgula. É mais preciso afirmar que 2022 não foi bom para a economia brasileira, com exceção do agronegócio. Em média, o faturamento das 100 maiores empresas desse setor que atuam no Brasil cresceu 20,2% em relação a 2021.

Para comparar, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 2,9%, um ano considerado positivo em comparação com os anteriores. Somadas, as receitas dessas companhias foram de R$ 2,23 trilhões, ou 22,5% do PIB.

Mesmo com a turbulência dos mercados globais provocada pelas hostilidades na Ucrânia e pelo movimento dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos para elevar os juros e desacelerar a economia, as líderes do agronegócio desfrutaram de mercados abertos para alimentos, fibras e biocombustíveis, o que multiplicou as vendas e garantiu os lucros.

Os números da balança comercial comprovam isso. Em 2022, o total exportado pelo agronegócio estabeleceu um novo recorde: US$ 158,9 bilhões, alta de 32% quando comparado a 2021. O volume embarcado cresceu 8,1%. Com isso, as vendas externas do agronegócio representaram 47,6% do total exportado pelo Brasil no ano passado.

A Lista Forbes Agro100 não teria sido possível sem a colaboração da S&P Global. Parte dos dados veio do sistema S&P Capital IQ Pro, gerido pela S&P, e parte foi fornecido pelas próprias empresas. Na maioria dos casos, foram considerados os resultados do ano calendário de 2022, com exceção das empresas de agroenergia, que divulgam seus números no ano safra da cana-de-açúcar, que vai de abril do ano corrente a março do ano seguinte. Confira quais são as empresas do Agro100 2023:

1 – JBS


SETOR: PROTEÍNA ANIMAL
FUNDAÇÃO: 1953, EM ANÁPOLIS (GO)
RECEITA: R$ 374,85 BILHÕES
PRINCIPAL EXECUTIVO: GILBERTO TOMAZONI
Líder no ranking de proteína animal e maior empresa brasileira privada em faturamento, a JBS comemora 70 anos em 2023, com 270 mil funcionários em mais de 20 países e 400 unidades produtivas. Foi considerada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), via Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus), uma das empresas de maior impacto socioeconômico no país. Em 2022, a JBS anunciou a criação de seu Biotech Innovation Center, um investimento de R$ 300 milhões em Florianópolis.

2 – RAÍZEN ENERGIA
SETOR: AGROENERGIA
FUNDAÇÃO: 2011, EM SÃO PAULO (SP)
RECEITA: R$ 245,83 BILHÕES
PRINCIPAL EXECUTIVO: RICARDO MUSSA
A Raízen, joint venture de Shell e Cosan, é uma das líderes na produção de açúcar, etanol e bioenergia no Brasil. Com 35 unidades de produção, tem 1,3 milhão de hectares de cultivo de cana-de-açúcar e uma rede de 7.300 postos com a bandeira Shell, totalizando 4 mil clientes no Brasil, Argentina e Paraguai. Em 2022, anunciou investimentos de US$ 1,5 bilhão na construção de cinco usinas para a produção de etanol celulósico, biocombustível sustentável conhecido também como E2G, elevando seu portfólio de usinas de baixa pegada de carbono para nove unidades.

3 – NESTLÉ DO BRASIL
SETOR: ALIMENTOS E BEBIDAS
FUNDAÇÃO: 1866, EM VEVEY (SUÍÇA) ; NO BRASIL DESDE 1921
RECEITA: R$ 179,52 BILHÕES
PRINCIPAL EXECUTIVO: MARCELO MELCHIOR
A Nestlé instalou sua primeira fábrica no Brasil há um século em Araras (SP), para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. Tem 31 unidades industriais em oito estados brasileiros e emprega mais de 20 mil funcionários. Neste ano, anunciou investimentos de R$ 2,7 bilhões no Brasil até 2026 para modernizar fábricas de biscoitos e chocolates. A Nestlé tem no país o maior segmento de chocolates do grupo no mundo e vai ampliar as linhas de produção em Caçapava (SP), Marília (SP) e Vila Velha (ES).

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14 – MINERVA
SETOR: PROTEÍNA ANIMAL
FUNDAÇÃO: 1957, EM BARRETOS (SP)
RECEITA: R$ 30,98 BILHÕES
PRINCIPAL EXECUTIVO: FERNANDO GALETTI DE QUEIROZ
A Minerva Foods é líder em exportação de carne bovina na América do Sul. Em 2023, fez a maior transação comercial de sua história ao adquirir 16 plantas de abate e desossa da Marfrig por R$ 7,5 bilhões. Com a compra, ela reforça seu posicionamento em importantes estados de produção, como o Mato Grosso do Sul, e amplia sua presença em países exportadores, como Argentina e Uruguai, tornando-se o principal frigorífico na América do Sul e o segundo maior do Brasil, com capacidade de abate de 22.300 cabeças.

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Fonte: Forbes Agro